Ouvir os educadores de infância

Ouvir os educadores de infância

Responsável: Paula Pequito e Ana Pinheiro
Equipa de investigadores: (equipa a constituir-se até setembro 2022) 

O papel do Observatório para o Futuro da Educação de Infância como “espaço de reflexão e investigação sobre os desafios que se colocam à Educação de Infância” pressupõe a abertura para acolher as vozes dos educadores de infância sobre a infância, as práticas educativas, o papel do profissional ou os seus contextos laborais. 

Esta iniciativa pretende constituir-se como um recurso que liga, de forma direta, as vozes dos profissionais e a comunidade em geral, através do OFEI, permitindo que, a partir de questões emergentes, as vozes dos educadores sejam disseminadas e ouvidas. 

Para a sua implementação, o OFEI conta com todos, quer na definição de temas atuais e que interessam à infância, quer na partilha de testemunhos que serão publicados periodicamente no site do OFEI. 

Duração: em permanência

Produtos previstos: Espólio de narrativas dos educadores publicadas no site do OFEI. 

“Problematização do conceito “Lifelong Kindergarden”: implicações pedagógicas para a promoção da aprendizagem nos diferentes níveis de ensino”

“Problematização do conceito “Lifelong Kindergarden”: implicações pedagógicas para a promoção da aprendizagem nos diferentes níveis de ensino”

“Problematização do conceito “Lifelong Kindergarden”: implicações pedagógicas para a promoção da aprendizagem nos diferentes níveis de ensino”  

Responsável: Paula Pequito 
Equipa de investigadores: (em constituição) 

Desenvolvimento de um projeto de investigação baseado na ideia defendida por Mitchel Resnick “Lifelong Kindergarten: Cultivating Creativity through Projects, Passion, Peers, and Play” e o seu grupo de estudo que defende que a melhor forma de aprender é manter a lógica do jardim de Infância pela vida toda. 

As ideias-chave são:  

Envolver as crianças/alunos a trabalhar em projetos baseados em suas paixões, sempre em colaboração com outros pares, e através do jogo/brincadeira. Nos projetos as crianças estabelecem conexões profundas com as suas próprias ideias. 

  • Com “projetos”, aprende-se todo o processo de criação e elaboração. Aprender como começar com uma ideia e criar algo novo a partir dela, de maneira experimental, partilhando-a com os outros – isso cria envolvência no processo de aprendizagem;  
  • com “paixão”: crianças e adultos estão mais propensos a trabalhar com mais profundidade quando trabalham em coisas pelas quais são apaixonados. Garantir que as crianças terão a oportunidade de trabalhar em coisas mais conectadas com suas paixões. 
  • com “pares”: aprender não é uma atividade solitária; a melhor aprendizagem e o melhor pensamento acontecem em colaboração com outras pessoas, com seus pares, com seus amigos. É na troca que a experiência se enriquece. 
  • com “jogo/brincar”: não necessariamente apenas diversão, mas numa atitude de experimentação constante, tentando coisas novas, arriscando, porque se queremos chegar a novas ideias precisamos experimentar coisas novas. Então, para que as pessoas se sintam confortáveis com experimentação e com riscos, elas têm que pensar em atingir esse espírito de jogador, de brincadeira. “Nós não deixamos de brincar porque ficamos velhos, nós ficamos velhos porque deixamos de brincar”  

“Na Educação de Infância as crianças estão constantemente criando em colaboração e, no processo, elas aprendem coisas importantes. Infelizmente o restante da vida escolar não é assim. É um processo de entrega de informação aos alunos. Mas não precisa ser assim. Podemos usar a abordagem do jardim de infância com estudantes de todas as idades.” 

O projeto pretenderá explicitar e refletir sobre a especificidade da Educação de Infância, ao nível das diferentes dimensões, destacando as competências essenciais para uma aprendizagem ao longo da vida, desocultando as práticas que poderão ser aportadas para outros níveis de educação/ensino, nomeadamente, para o ensino superior. 

Duração: 36 meses 

Parceiros envolvidos: Instituições de Educação de Infância que participaram na construção do Livro Verde 

A abordagem Play based learning como uma metodologia ativa e significativa

A abordagem Play based learning como uma metodologia ativa e significativa

A abordagem Play based learning como uma metodologia ativa e significativa

Responsável: Daniela Gonçalves
Equipa de investigadores: Daniela Gonçalves e Susana de Almeida

A aprendizagem play-based é uma prática desenvolvimental apropriada para a educação de infância com vantagens muito destacadas pela investigação. Como perspetivar esta abordagem educativa? Como avaliar os benefícios cognitivos, físicos, sociais e emocionais que esta abordagem aporta? Que tipo de estratégias se podem desenvolver para pôr em prática esta abordagem pedagógica em contextos de educação de infância? Exemplo de metodologia ativa de aprendizagem, o jogo e as atividades lúdicas com fins educativos e de instrução, colocam a criança no centro do seu processo de desenvolvimento/aprendizagem, com uma intencionalidade muito definida. Nesta proposta, destacar-se-ão estas questões e apresentar-se-á um conjunto de narrativas profissionais (aproximadamente 50 educadores/as de infância) que permitirão compreender a forma como a aprendizagem play-based está a ser concretizada em contexto nacional.  

Duração: 12 meses

Oportunidades de aprendizagem no exterior: alteração de práticas em creches urbanas

Oportunidades de aprendizagem no exterior: alteração de práticas em creches urbanas

Oportunidades de aprendizagem no exterior: alteração de práticas em creches urbanas 

Responsável: Tânia Silva e Ana Pinheiro 
Equipa de investigadores: Tânia Silva e Ana Pinheiro

Numa conjuntura onde a criança é frequentemente regulada e isolada por hábitos de utilização da tecnologia, acentua-se a necessidade recuperar a atividade no exterior e o contacto mais próximo com a natureza. 

Pretende-se desenvolver um estudo, em contexto de creche, sobre as potencialidades/ possibilidades de creches urbanas para criar oportunidades de aprendizagem no contacto com elementos naturais, no exterior. 

O estudo envolverá uma creche no concelho do Porto e tem duas fases: 

1ª fase – Diagnóstico/Auscultação aos pais sobre a dinamização de atividades no exterior em contexto de creche. 

2ª fase – Intervenção e implementação de novas práticas. 

Duração: 24 meses 

Parceiros: AEDS – Associação de Educação e Desenvolvimento Social 

AEDS

Perspetiva sobre o impacto da pandemia: o olhar do educador de infância

Perspetiva sobre o impacto da pandemia: o olhar do educador de infância

Perspetivas  sobre o impacto da pandemia: o olhar do educador de infância

Responsável: Ana Pinheiro
Equipa de investigadores: Ana Pinheiro, Brigite Silva, Paula Pequito e Maria Teixeira Gomes 
Equipa de investigadores-colaboradores: Catarina Machado, Jéssica Monteiro, Júlia Morais, Mafalda Morato e Maria Clara Costa

A presente investigação desenvolvida  pelo Observatório para o Futuro da Educação de Infância  (OFEI)  da Escola  Superior de Educação de Paula Frassinetti, insere-se num contexto de pandemia, devido à Covid-19. Visa procurar compreender o impacto das alterações provocadas pela pandemia nas instituições e crianças dos contextos de educação pré-escolar, a partir do ponto de vista do educador de infância. Mais especificamente, revelam-se como principais objetivos de estudo compreender:  

  • as implicações que os planos de contingência dos Jardins de Infância têm no dia a dia das crianças e na intervenção pedagógica dos educadores;    
  • os problemas, os constrangimentos e as dificuldades sentidas pelos educadores;  
  • a influência no comportamento e aprendizagem das crianças; 
  • as mudanças que o contexto de pandemia trouxe às instituições e como perspetivam a sua manutenção no período pós-pandemia.  

Duração: 12 meses 

#infIN

#infIN

#infIN

Crianças e famílias em recolhimento social – A perspetiva dos pais 

Responsável: Brigite Silva
Equipa de investigadores: Brigite Silva, Ana Pinheiro, Paula Pequito, Ana Inês Santos e Teresa Silva
Com a colaboração das estudantes:  Ana Catarina Guimarães, Bruna Soares, Cláudia Rocha e Mafalda Guimarães

O estudo tem como objetivo perceber, a nível nacional, a realidade das crianças até aos 6 anos e respetivas famílias no contexto de recolhimento social e no âmbito da sua relação com as instituições de educação de infância.  

O aparecimento da pandemia, devido à Covid19, provocou uma repentina mudança na vida de todos. Esta mudança, em especial no contexto das famílias com crianças pequenas, parece ser particularmente preocupante quando associada, à necessidade dos pais continuarem a desenvolver as suas atividades profissionais em teletrabalho. O confinamento das famílias num mesmo espaço, durante um período tão longo, parece promover uma alteração de rotinas e práticas, muito diferentes das existentes nas salas de Jardins de Infância, habitualmente espaços de presença privilegiada. Paralelamente, sabemos que muitos educadores estão a desenvolver dinâmicas com as famílias e com as crianças de forma diversificada. Interessa por isso conhecer: 

– A estrutura e organização familiar da criança; 

– As rotinas implementadas pela família no dia a dia da criança; 

– Que dinâmicas são valorizadas/promovidas pelos pais durante este período; 

– Que interações existem com os respetivos educadores e Jardins de Infância; 

– Que dificuldades e constrangimentos existem. 

Duração: 12 meses 

I3 – Intervenção, Interação e Infância

I3 – Intervenção, Interação e Infância

I3 – Intervenção, Interação e Infância

Um estudo sobre o papel dos Educadores no contexto de isolamento social em Portugal 

Responsável: Paula Pequito
Equipa de investigadores: Paula Pequito, Brigite Silva, Ana Pinheiro e Ana Inês Santos

O período de recolhimento no âmbito da pandemia da Covid19, criou um contexto de isolamento social com uma influência efetiva na vida de todos. Se para todas as idades houve uma intervenção concreta e envolvimento da tutela na implementação de ações para que o ano letivo continuasse a decorrer de forma concertada e dentro da normalidade possível, nos contextos de Educação de Infância este não foi o caso ​e as instituições foram tomando decisões diferenciadas.

Os profissionais de Educação de Infância encontram-se, neste período de recolhimento, em situações muito diversificadas e com intervenções a velocidades muito distintas de instituição para instituição. Quisemos, por isso, neste período:

  • Conhecer as interações e dinâmicas que estão a ser implementadas entre profissionais de educação de infância e famílias​ e crianças;
  • Identificar os recursos e plataformas que estão a ser usados para a interação e com que função;
  • Perceber que dinâmicas e atividades estão a ser implementadas junto das famílias e crianças e quais as intencionalidades pedagógicas subjacentes;
  • Conhecer os tipos de feedback recebidos das famílias;
  • Perceber que profissionais das instituições estão envolvidos nestas dinâmicas
  • Conhecer os receios e constrangimentos sentidos pelos profissionais de educação de infância ​na interação com as famílias e crianças neste contexto atual de distanciamento social
  • Identificar as necessidades dos educadores de infância no estabelecimento de interação com as famílias no contexto atual de distanciamento

Duração: 12 meses

– Lançamento do estudo I3 – “Intervenção, Interação e Infância”
– Entrevista no Porto Canal

Dados Parcelares:

As dinâmicas implementadas à distância

Alcance das dinâmicas implementadas

Interagir com crianças e famílias 

Os meios/recursos tecnológicos

Finalidades e intencionalidades